Esquerda☭ OnLine


Jornal eletrônico voltado à região metropolitana do Rio de Janeiro produzido pelo coletivo Reage Socialista.

sábado, 11 de julho de 2009

DEPUTADO MARCELO FREIXO É AMEAÇADO DE MORTE


SOLIDARIEDADE A MARCELO FREIXO, VINICIUS GEORGE E
OUTROS DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS NO
COMBATE ÀS MILICIAS.

A Anistia Internacional iniciou campanha com o objetivo de aumentar a proteção ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) que vem recebendo ameaças de morte após presidir a CPI das Milícias na ALERJ.

Há anos verifica-se o crescimento desta nova ameaça aos direitos humanos no estado do Rio de Janeiro. Grupos paraestatais, conhecidos como milícias, submetem, através da violência armada, diversas comunidades carentes aos seus interesses. Cobram taxas, determinam condutas, exploram atividades econômicas e agridem moradores. Comportamento este que foi estimulado pelas próprias autoridades com a falsa premissa que as milícias significavam um mal menor diante do tráfico de drogas. Como atestam os dados apresentados pelo mandato Marcelo Freixo, mais da metade dos lugares onde hoje existem milícias nunca tiveram tráfico de drogas.

As milícias, como afirma o deputado, não livraram a população do domínio do terror mas, ao contrário, significam um desrespeito e violência para os trabalhadores residentes nessas localidades. A brutalidade desses grupos desafia os órgãos governamentais, impõe condições desumanas a grande parte da população e ameaça quem ousa denunciar as suas práticas. Leonardo Varing Rodrigues de 24 anos foi executado após testemunhar em agosto a chacina de 7 pessoas na Favela do Barbante em Campo Grande. O irmão e o primo da vitima, que conseguiram sobreviver ao atentado, continuam sendo ameaçados de morte. O primo de Leonardo teve a sua casa invadida e toda a família seqüestrada inclusive um senhor de 90 anos. Na cena do crime fora encontrada pela perícia apenas vestígios de sangue. Já o seu primo foi ameaçado para não comparecer ao velório conforme depoimento prestado ao jornal O Dia: “Eles mandaram um recado através de vizinhos e amigos, que se eu aparecer no enterro, vão me matar lá mesmo. Estou desesperado, quero pelo menos enterrar meu irmão!”, implorou ele, apavorado. Esse é apenas um dos muitos exemplos da situação de degradação dos direitos humanos que chegaram ao gabinete do deputado Marcelo Freixo (PSOL) que, assim como estas inúmeras vitimas, também se encontra ameaçado.
Enquanto os jornais se ocupam dos repetidos escândalos do Senado Federal, a atuação do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) comprova que ainda existem pessoas dispostas a enfrentar qualquer obstáculo em defesa de uma sociedade justa, solidária e que valorize a vida e a dignidade humana.

É necessário um movimento de todos os cidadãos comprometidos com a democracia e o Estado de Direito para impedir a expansão dessa barbárie contemporânea. Envie uma carta de apoio ao mandato, mande e-mails contando a situação para seus amigos, organize uma reunião para debater esta problemática em sua casa... só não fique parado. Vamos juntos, pois não é possível deixar morrer a esperança de dias melhores.

Entrevista com Paulo Eduardo Gomes


“SEREI PRESIDENTE DO PSOL PARA FORTALECER O PARTIDO NO ENFRENTAMENTO AO GOVERNO POPULISTA DE JORGE ROBERTO (PDT)”

Jornal Esquerda – Qual a sua expectativa para II Congresso do PSOL?
Paulo Eduardo: Considero que este congresso será uma excelente oportunidade para o PSOL avançar na discussão programática de uma alternativa socialista. A crise capitalista atual abre espaço para apresentarmos uma proposta radical de mudança na qual a sociedade deixe de se organizar pelo objetivo lucrativo da produção de mercadorias e coloque a satisfação das necessidades humanas no centro do planejamento social.

JE – É possível com todas as diferenças entre as correntes internas partidárias se chegar a um programa comum?
Paulo Eduardo: É sempre difícil esta construção. No entanto, esse programa é mais do que nunca necessário. Ele começa a ser erguido na agenda de lutas comum dos trabalhadores na resistência aos ataques capitalistas. Este programa é essencial para garantir uma maior unidade
interna do PSOL e impulsionar o avanço das lutas populares.

JE – O senhor será candidato a presidência do PSOL de Niterói como noticiou a imprensa local?
Paulo Eduardo: Depois de ser vereador por oito anos e duas vezes candidato a prefeito da cidade, me coloco a disposição do partido no que for necessário para ajudar a fortalecer o PSOL. Fui procurado por diversos militantes e correntes partidárias que me indagaram sobre a possibilidade de minha candidatura. Respondi que aceito trabalhar pela unidade do partido que é indispensável para apresentarmos a população de Niterói um projeto de mudança de verdade da cidade. Se for nesse sentido, serei presidente do PSOL para fortalecer o partido no enfrentamento ao governo populista de Jorge Roberto (PDT).

JE – Qual o papel do PSOL no enfrentamento da crise economica?
Paulo Eduardo: Temos o dever de alertar a população que as soluções para a crise até agora só tem servido para salvar os grandes empresários capitalistas. As isenções de IPI, por exemplo, diminuem as verbas orçamentárias da área social. Os empréstimos do BNDES destinam bilhões de reais para as grandes empresas enquanto falta dinheiro para a reforma agrária e o financiamento dos pequenos empreendimentos da população. Além do mais, estas empresas continuam a demitir os trabalhadores. Essas soluções são paliativas e, portanto, apenas adiam o problema. O déficit público dos grandes Estados aumentou exponencialmente o que certamente levará no futuro a novos ataques aos direitos dos trabalhadores.

JE – Por que o senhor assina a tese 4 (“Colocar o socialismo na ordem do dia”)?
Paulo Eduardo: Como afirmei anteriormente, considero que nossa tarefa atual é justamente colocar o socialismo na ordem do dia. O socialismo é a única solução definitiva para as mazelas capitalistas. Essa é a tese central do Bloco de Resistência Socialista que integramos com outras correntes políticas e militantes independentes de diversos estados do Brasil. Consideramos também que devemos aumentar a democracia e a organização partidárias através dos núcleos e da instituição de política de finanças. O PSOL não deve custear as suas atividades políticas com o dinheiro de doações de empresas mas, sim, com a contribuição militante. Devemos ainda estimular a formação
política e a comunicação de massa. Se avançarmos em alguns desses pontos, avançaremos também na luta socialista.

Congresso Nacional do PSOL

O PSOL SE CONSOLIDA COMO OPOSIÇÃO DE ESQUERDA AO GOVERNO LULA

Embora seja um partido muito novo, o PSOL já se consolidou como uma referência de oposição de esquerda ao governo Lula. A presença do partido tem crescido no movimento sindical assim como houve a adesão ao partido de diversos estudantes e lideres populares. Nas últimas eleições, o PSOL obteve votações significativas e conseguiu eleg er vereadores, deputados estaduais e federais.

No entanto, o PSOL chega ao seu 2° Congresso Nacional com um enorme desafio ao conjunto de seus filiados: debater os caminhos para enfrentar a crise econômica mundial. O PSOL deverá, para isso, aprender com os erros cometidos pelo PT. O PSOL deve então reafirmar no congresso o seu caráter socialista da sua fundação: aumentando a sua democracia interna, garantindo a sua independência econômica frente ao capital e definindo um programa que questione a propriedade privada dos meios de produção que gera grande miséria e desigualdade em todo o planeta.

O PSOL está aberto a todos que queiram se somar nesta campanha por uma radical transformação social. Procure o diretório da sua cidade, filie-se e integre-se a um núcleo do partido. Exerça a sua cidadania.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

51º Congresso da UNE


Os desafios da esquerda no 51º Congresso da UNE

Chegamos ao 51º CONUNE. O mundo atravessa neste momento uma grave crise econômica, que de “marolinha” não tem nada. O que se vê em escala planetária é a tentativa de jogar a conta da crise nas costas dos trabalhadores através de demissões e da flexibilização “temporária” de direitos trabalhistas. Se engana quem pensa que as reviravoltas na economia mundial não afetam a juventude. Aqui no Brasil, já vemos alguns claros ataques a direitos históricos dos jovens, como é o caso do projeto de lei de restrição da meia-entrada e do corte de 10% do orçamento da educação. O pior: isto parece ser apenas a ponta do iceberg. Ao que tudo indica, os ataques não pararão por aí e a capacidade de resistência da juventude hoje ainda se mostra bem pequena. Precisamos dar um salto de qualidade em termos de mobilização se não quisermos ver descerem pelo ralo direitos históricos conquistados no calor de muitas lutas.

A UNE não nos ajuda nesses termos. Aliás, há muito tempo essa entidade tem se mostrado distante dos estudantes, burocratizada e, mais recentemente, governista. Com a ascensão de Lula à presidência, a UNE se torna correia de transmissão das políticas do governo para a educação. Apesar de tudo isso, consideramos importante estar na entidade para disputar a consciência dos cerca de 8 mil estudantes que participam de seus Congressos a cada dois anos. Queremos resgatar a trajetória de luta da UNE! Por isso, fazemos parte do campo de oposição de esquerda.

Nesse CONUNE, temos algumas tarefas. Para além de participar ativamente das mesas de debate, plenárias e grupos de discussão, devemos investir na recomposição do campo da oposição de esquerda como algo que exista de fato – inclusive para além dos fóruns da UNE. É preciso construir uma referência de luta junto aos estudantes, o que só pode ser feito com algum grau de organicidade, materiais próprios, programa de lutas... Enfim, precisamos ter uma cara própria e superar o atual estágio de uma casca vazia que só se materializa a cada dois anos no CONUNE. Para que isso possa acontecer, é preciso superar a lógica da disputa fratricida por cargos no aparato da UNE. Essa disputa tem fragilizado nossa unidade e impedido que enfrentemos a quem devemos enfrentar de fato. Não devemos perder de vista que participamos da UNE não para disputar cargos, mas sim para disputar a consciência dos estudantes que participam dos fóruns da entidade.

Após o Congresso da UNE, também teremos uma importante tarefa a cumprir. É necessário reunir os setores do movimento estudantil combativo para tirar uma agenda de lutas comum para enfrentar a crise e os ataques que já se abatem sobre nós. Nesse sentido, é importante realizar no segundo semestre – o quanto antes – uma plenária nacional do movimento estudantil combativo, que reúna tanto os setores da esquerda da UNE quanto aqueles que romperam com a entidade. É hora de superar os divisionismos e as falsas polêmicas que existem entre nós!
São essas as nossas tarefas. Agora, mãos à obra!

Carolina Barreto (PSOL-UFRJ)